Consumidores priorizam transparência, sustentabilidade e performance, incentivando empresas a reformular portfólios e investir em produtos cruelty‑free
O mercado de cosméticos brasileiro tem registrado mudanças significativas impulsionadas pelo avanço da beleza consciente, movimento que combina alta performance técnica, responsabilidade ambiental e clareza nos processos produtivos. Dados da ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) apontam que a preocupação com sustentabilidade e impacto ambiental está cada vez mais presente nas decisões de compra de consumidores nacionais.
Estudos do setor e análises globais, incluindo levantamentos da ABRE (Associação Brasileira de Embalagem), indicam crescimento consistente do mercado vegano e cruelty-free, refletindo uma tendência internacional de consumo ético e consciente. No segmento de maquiagem profissional, essa transformação se manifesta na demanda por produtos que ofereçam alto desempenho, ampla variedade de tonalidades e formulações alinhadas a critérios éticos e sustentáveis.
Marcas brasileiras vêm adaptando seus portfólios e processos para atender a essas exigências. Um exemplo é a Fand Cosméticos, de Maringá (PR), que desenvolve linhas de maquiagem voltadas tanto para profissionais quanto para consumidores finais, incorporando conceitos de clean beauty, com foco na transparência de ingredientes e sustentabilidade ambiental.
Segundo Tatiana Pinesso, CEO da Fand Cosméticos, “o setor de beleza atravessa uma transformação gradual, em que qualidade técnica e responsabilidade na formulação caminham de mãos dadas. A tendência é que os consumidores continuem valorizando produtos que aliam desempenho e transparência”.
Este movimento evidencia uma oportunidade estratégica para marcas que desejam fortalecer valor de marca, engajamento do público e diferenciação de portfólio em um mercado cada vez mais orientado por sustentabilidade e ética no consumo.