Com R$ 1,8 trilhão movimentado em 2024, Baby Boomers e Geração X ampliam demanda por produtos de cuidados pessoais e reforçam o papel estratégico da indústria da beleza no país.
A chamada “economia prateada” composta principalmente por consumidores das gerações Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 1964) e Geração X (entre meados dos anos 1960 e início dos 1980) vem se consolidando como um dos pilares de crescimento da indústria de beleza no Brasil. Segundo o estudo Cosmentology 2025, conduzido pela Croma Consultoria com 1 mil entrevistados, há um interesse crescente por produtos e serviços voltados ao bem-estar entre esses grupos etários, refletindo uma mudança relevante no perfil de consumo.
Entre os perfis analisados no estudo, o grupo dos “despreocupados” formado majoritariamente por homens mais velhos das classes C e D apresenta forte presença da Geração X (27%) e dos Baby Boomers (42%). Ainda que representem apenas 6% dos consumidores totais, esse público revela comportamentos de compra específicos, como a valorização de marcas tradicionais. A Nívea foi a mais citada entre as preferidas, o que, segundo os pesquisadores, está ligado à percepção de confiança construída ao longo do tempo, especialmente no cuidado básico e na hidratação.
A relevância econômica desse público é significativa. Apenas em 2024, a economia prateada movimentou R$ 1,8 trilhão, o equivalente a 24% do consumo privado nacional, de acordo com dados do Viva. A projeção é ainda mais expressiva: até 2030, esse volume poderá atingir R$ 3,8 trilhões, representando mais de um terço do consumo brasileiro. Trata-se, portanto, de um grupo com alto potencial de influência sobre os rumos do mercado, especialmente nos segmentos de saúde, bem-estar e beleza.
Nesse cenário, o setor de higiene e cosméticos desponta como um dos mais beneficiados. De acordo com a Redirection International, a expectativa é que a indústria de beleza ultrapasse a marca de US$ 40 bilhões no Brasil até 2027, impulsionada por fatores como o fortalecimento do autocuidado, a diversificação de portfólios e a inclusão de novos perfis etários e sociais no consumo recorrente.